terça-feira, 29 de julho de 2014

eu juro.



"Não sei se vou ter tempo para escrever mais cartas; por isso, se esta acabar por ser a última carta, quero que saibas que eu estava num lugar muito mau antes [disto], e tu ajudaste-me. Mesmo que não soubesses ao que me estava a referir, nem conhecesses alguém que já tivesse passado pelo mesmo, fizeste-me não sentir sozinho. Porque, eu sei que há pessoas que dizem que todas estas coisas não acontecem. Há pessoas que se esquecem do que é ter 16 anos, quando fazem 17. Sei que um dia isto tudo não passará de histórias e que as nossas fotografias não passarão de velhos retratos e que todos nós nos tornaremos pais de alguém.
Mas agora, nesta altura, estes momentos não são histórias! Isto está a acontecer. Eu estou aqui, e estou a olhar para isso mesmo. E é tão bonito! Consigo vê-lo. Este momento único, em que sabes que não és uma triste história. E que estás vivo. E levantas-te e vês as luzes nos edifícios e tudo o que questionas... E estás a ouvir aquela música, naquela estrada, com as pessoas que mais adoras neste mundo. E neste momento, eu juro, nós somos infinitos."