segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

le chaos et l'harmonie


Ontem ouvi que quanto mais olhas para uma coisa, mais te fixas nela, mais harmoniosa te parece no ambiente onde se insere. Na verdade, pode ser uma harmonia tão imensa que passa a poder inserir-se em qualquer ambiente. Como uma força cósmica que permite que cada coisa caiba inúmeras vezes em inúmeras possibilidades. Foi neste seguimento que me lembrei de ti, pelas vezes, sem conta, que te olhei.

Mesmo que da sua perspectiva exista apenas caos em seu redor, nós, que a podemos ver de cima, da perspectiva de Deus, temos a sensação inata de que todo o ambiente encaixa, de que cada coisa tem o seu local e um propósito a ela destinado.

Portanto, à medida que dás afecto e atenção a algo, esse algo torna-se ainda mais harmonioso e com um propósito ainda maior.
É aqui que residem as nossas diferenças: existem aqueles que olham à volta e vêem apenas o caos e os que vêem da perspectiva divina e encontram lugar para cada elemento.

(E é uma espécie de vertigem...)
Quanto mais o fazes, mais o queres fazer. E eu olho para ti há tanto tempo que te encaixei harmoniosamente em mim, arranjei todos os lugares onde cada respiração, cada olhar e cada toque pudessem pertencer. Sem me aperceber do caos que afinal estava lá e, indubitavelmente, te pertence.


sábado, 14 de janeiro de 2017

why can't you?

"Está outra vez a chover - chove muitas vezes - uma chuva miudinha, que mal se sente e que não impede ninguém de sair de casa - nestas alturas o céu fica pesado, cor de chumbo, a tocar os telhados. É quando eu mais gosto de ir à deriva, levado pelas sombras que aqui e ali afloram em determinadas ruas.
Não foi bem uma vista aérea, foi uma coisa estranha, como se estivesse em cima... Uma espécie de aldeia em miniatura, que eu percorria por dentro estando fora. É como se olhasse para as minhas botas e as visse dentro dos meus pés, apesar de calçadas...
Era como se eu fosse maior do que o que sou - como se estivesse todo dentro de algo mais pequeno do que eu - dentro e fora em simultâneo, porque ao mesmo tempo que cabia lá dentro era maior
do que aquilo em que cabia - uma espécie de ilusão física - de anulação do volume - ou de inibição do impossível - uma abstracção indizível..."

Why can't you just get physical like a human?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

.

I have no reason why it should have been so plain,
Have no questions but I sure have excuse,
I lack the reason why I should be so confused,

I know, how I feel when I'm around you,
I don't know, how I feel when I'm around you,