segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

le chaos et l'harmonie


Ontem ouvi que quanto mais olhas para uma coisa, mais te fixas nela, mais harmoniosa te parece no ambiente onde se insere. Na verdade, pode ser uma harmonia tão imensa que passa a poder inserir-se em qualquer ambiente. Como uma força cósmica que permite que cada coisa caiba inúmeras vezes em inúmeras possibilidades. Foi neste seguimento que me lembrei de ti, pelas vezes, sem conta, que te olhei.

Mesmo que da sua perspectiva exista apenas caos em seu redor, nós, que a podemos ver de cima, da perspectiva de Deus, temos a sensação inata de que todo o ambiente encaixa, de que cada coisa tem o seu local e um propósito a ela destinado.

Portanto, à medida que dás afecto e atenção a algo, esse algo torna-se ainda mais harmonioso e com um propósito ainda maior.
É aqui que residem as nossas diferenças: existem aqueles que olham à volta e vêem apenas o caos e os que vêem da perspectiva divina e encontram lugar para cada elemento.

(E é uma espécie de vertigem...)
Quanto mais o fazes, mais o queres fazer. E eu olho para ti há tanto tempo que te encaixei harmoniosamente em mim, arranjei todos os lugares onde cada respiração, cada olhar e cada toque pudessem pertencer. Sem me aperceber do caos que afinal estava lá e, indubitavelmente, te pertence.


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